Desorganização das fibras elásticas
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quarta-feira, 16 de maio de 2012
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Temidas entre as mulheres, as estrias podem surgir em vários momentos da vida e pelos mais variados motivos. A predisposição genética, o sobrepeso, a alteração hormonal, o crescimento acelerado e a hipertrofia muscular são os principais fatores desencadeantes dessa desorganização das fibras elásticas, que ainda não tem cura, mas que pode ser satisfatoriamente melhorada com a junção procedimentos personalizados.
''A melhora pode chegar a 90% em muitos casos, graças às várias tecnologias disponíveis. Mas, para isso, é necessário que a pessoa consulte um dermatologista para avaliar o seu caso e fazer a melhor programação terapêutica'', destaca a dermatologista, Andréa Zanetti de Paula, da Clínica Live, de Londrina. ''Não existem tratamentos mirabolantes, nem promessas milagrosas.''
Segundo Andréa, o processo de desorganização das fibras elásticas pelo estiramento da pele pode ter duas origens: fisiológica ou patológica. No primeiro caso, as estrias surgem em alguma etapa da vida, como na puberdade ou na gestação.
''Na adolescência, elas surgem devido ao crescimento rápido e pelo fatores hormonais. Já na gestação, o incômodo aparece com a somatória da mudança hormonal e ao mesmo tempo, o ganho de peso, e consequente distensão da pele'', explica a dermatologista, acrescentando que a hereditariedade também influenciaria no desenvolvimento.
No caso das estrias de origem patológica, Andréa esclarece que seu aparecimento se deve, muitas vezes, ao uso de corticóides, tanto oral quanto tópico. ''Muitas pessoas passam a pomadinha achando que a medicação não terá efeito colateral nenhum, mas, na verdade, se a pomada tiver o corticóide tópico pode propiciar a alteração hormonal local, causando a desorganização das fibras da pele'', enfatiza.
De acordo com a especialista, as estrias podem ser classificadas em dois tipos: as recentes, que são aquelas avermelhadas, e as brancas, que são, geralmente, aquelas mais tardias.
A dermatologista informa que o diagnóstico das estrias é clínico e durante o atendimento médico é realizada a classificação, ou seja, o médico analisa há quanto tempo que saiu a estria; se ela é fina ou larga; em que região está; qual a localização; o tamanho; a presença de outras estrias, além cor da pele do paciente. ''Isso é fundamental para que o médico organize um plano de tratamento individualizado e que atenda aos resultados esperados pelo paciente'', lembra.
Segundo ela, as estrias avermelhadas possuem mais opções de tratamento e, geralmente, respondem melhor ao atedimento, por serem mais recentes e consequentemente terem menor quantidade de tecido fibrótico associado a elas.
Ela explica que o sucesso do tratamento das estrias vermelhas deve-se, em muitos casos, à junção de vários métodos: aplicação de uma combinação de ácidos em uma concentração ideal para o tipo de pele do paciente em casa; aceleração do processo de organização das fibras elásticas com processo de peeling de cristal; peeling de ácido retinóico na clínica e a finalização com o chamado laser Harmony.
Para as estrias brancas, ela detalha que o tratamento é um pouco mais difícil, porque, além da desorganização das fibras elásticas, existe um pouco de tecido fibrótico, que faz ela se parecer com uma cicatriz. ''Mas podemos lançar mão do laser de gás carbônico, que chega a uma região mais profunda e atua na diminuição do tamanho da estria, tentando aproximá-la à cor da pele e amenizando seu aspecto.''
A médica lembra ainda que os homens também estão propensos ao desenvolvimento de estrias, apesar de em menor número, e por isso é importante evitar ganhar e perder peso rotineiramente e também o ganhar de massa muscular súbita. Eles também devem se manter hidratados.



