Desocupação em 96 foi marcada por pancadaria
Arquivo FolhaClima tensoPoliciais Militares e sem-teto, em frente à Prefeitura de Cascavel, em março do ano passado: confronto iminenteEm 96, ano eleitoral, as invasões foram ampliadas consideravelmente na Cidade. Mais de 3 mil famílias engrossaram a fila dos sem-teto nos 12 meses do ano passado.
Ao todo, foram invadidas oito áreas. Entre elas, a mais problemática foi a invasão de casas na Vila C de Itaipu. Na ocasião, por determinação do ex-prefeito Dobrandino da Silva (PMDB), a Guarda Municipal retirou as famílias. O episódio terminou em pancadaria.
Dias depois, a sem-teto Roseliane Oliveira, grávida de cinco meses, morreu. O primeiro laudo indicou pneumonia e foi usado pela oposição no horário gratuito da TV como uma consequência do sereno, já que ela tinha ficado exposta durante a resistência de desocupação. Na Companhia Habitacional de Foz do Iguaçu (Cohafoz), cerca de 50 relatórios contam as histórias das invasões. Muitas delas terminaram em violência.





