A desocupação repentina do prédio onde funciona o Colégio Reensino está preocupando os alunos da instituição. Ontem, uma estudante que não quis se identificar entrou em contato com a Folha para informar que móveis e documentos da escola estavam sendo retirados sem que os alunos fossem avisados sobre o destino das aulas. Um grupo de estudantes levou a mesma queixa ao Núcleo Regional de Educação (NRE). As atividades estão suspensas desde a última quarta-feira.
A reportagem foi até o local onde funciona o colégio e confirmou a mudança. O advogado Marcos Laete, que representa o proprietário do imóvel, afirmou que o prédio estava sendo retomado judicialmente por falta de pagamento de aluguel. Segundo ele, a ação de despejo foi efetivada na mesma data em que a aulas foram suspensas.
O diretor do Reensino, Willian Moreira, negou que a empresa tenha sido despejada. De acordo com ele, o proprietário pediu o imóvel para montar um empreendimento. ''As aulas serão retomadas na próxima terça-feira. Esse fato não vai prejudicar os alunos'', disse. O novo prédio do colégio fica na Rua Souza Naves, esquina com Rua Goiás. Informações podem ser obtidas pelo telefone (43) 3324-5675.
No ano passado, os responsáveis pela escola foram considerados inidôneos por uma resolução da Secretaria de Estado da Educação. A instituição estaria irregular porque alguns cursos não teriam autorização para funcionar. Uma liminar deferida pela Justiça suspendeu os efeitos da resolução.
O chefe do NRE, Rony dos Santos Alves, afirmou que os alunos que se sentirem prejudicados devem procurar o Procon ou o Ministério Público (MP).

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