Desobediência pode acabar em exoneração
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terça-feira, 29 de janeiro de 2002
Luciano Augusto Reportagem Local 
O promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, que responde interinamente pela Promotoria de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, comentou ontem que a decisão dos servidores do HU em não voltarem ao trabalho e também não assinarem o controle manual de ponto pode provocar o agravamento da situação para os grevistas.
Segundo Galatti, com a decisão os servidores ficarão sujeitos a processos administrativos e éticos, que podem acabar até em exoneração.
Por outro lado, ele comemorou que a área médica está trabalhando desde sexta-feira, mesmo sem o apoio de auxiliares de enfermagem. Na ação civil pública proposta pelo promotor, que resultou na liminar determinando a retomada do atendimento, ele argumentava justamente que os pacientes que chegassem ao HU fossem atendidos por médicos.
Ele informou que ainda não recebeu o relatório da Comissão Especial de Investigação da UEL, que apurou irregularidades na gestão de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Galatti reforçou que irá investigar o caso e também a questão do Tempo Integral de Dedicação Exclusiva (Tide), gratificação paga a professores que estariam trabalhando em outras instituições.


