Um desmanche de carros furtados e roubados e um ferro-velho que revendia as peças foram lacrados ontem pela Polícia Civil em Londrina. Nos dois locais, foram presas três pessoas e apreendidas dezenas de veículos divididos em partes, motores e placas. A Polícia apontou que a quadrilha seria a maior em atuação na região.
O delegado-operacional do setor de Furtos e Roubos de veículos da 10 Subdivisão Policial, Manoel Pelisson, destacou que a operação aconteceu graças à ajuda da população. ''Recebemos uma denúncia anônima sobre uma movimentação estranha de veículos no local, e já vínhamos monitorando esse depósito há duas semanas'', relatou.
O desmanche funcionava em um barracão no final da avenida 10 de Dezembro (Zona Sul). Os carros eram levados para o local e depois de desmontados em partes tinham todos os sinais identificadores suprimidos. As peças eram então enviadas para serem vendidas no ferro-velho Europa, localizado no início da mesma avenida (região central).
O dono do ferro-velho, Luiz Rafael Ribeiro, 30 anos, e os irmãos Adaelson Ferreira dos Santos, 26, e Marcio Jeorge Ferreira dos Santos, 28, foram presos em flagrante enquanto desmontavam um automóvel Astra verde, que havia sido roubado em Londrina na última quinta-feira. O veículo já estava sem as portas, e seu capô dianteiro havia sido colocado junto a outras peças no bagageiro de uma Saveiro, de propriedade de Ribeiro.
Um automóvel Volvo e uma moto Honda 600 cilindradas, todos inteiros, também foram imediatamente identificadas como provenientes de roubo ou furto, bem como um Audi vermelho e um Golf, ambos desmanchados. Todos teriam sido roubados recentemente em Londrina e região. Uma outra moto, a Saveiro e uma caminhonete, todas de propriedade dos suspeitos, também foram apreendidas. Um caminhão-furgão que fazia o transporte dos veículos roubados e das peças para serem revendidas também foram apreendidas.
Dentro do depósito, havia pelo menos 30 carrocerias, 23 motores de marcas diversas, mais de 30 placas diferentes (a maioria de Londrina e Ibiporã), além de dezenas de vidros inteiros, chassis, fios, bancos, pneus e as mais diversas peças. Todos os ítens eram de carros novos e modelos considerados de luxo. Placas de 19 carros diferentes, a maioria de Londrina e Ibiporã.
Funcionários de uma empresa vizinha comentaram que nunca haviam visto movimentação estranha no barracão, que não possui nenhuma identificação em sua fachada.
O delegado-chefe da 10 SDP, Sérgio Barroso, destacou que a quadrilha seria a maior do gênero na região e estaria agindo há pelo menos seis meses. A Polícia pretende apurar agora se os três envolvidos presos também participavam dos furtos e roubos dos veículos. Os três deveriam ser autuados por formação de quadrilha, receptação de veículos furtados ou roubados e adulteração de sinais identificadores de veículos.

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