Deslizamento de galeria provoca prejuízo
Dimitri do Valle
De Curitiba
O deslizamento de uma galeria pluvial do córrego Tarumã está ameaçando a segurança do acostamento da BR-116 na altura do quilômetro 398, no sentido Curitiba-São Paulo. No terreno do comerciante Valdemiro Moreira Belli o desmoronamento das margens do córrego impediu que ele entre com o carro em sua residência. A erosão abriu uma cratera que chega a três metros de profundidade.
O problema existe há dois anos quando a região começou a ser afetada por chuvas mais fortes. Belli disse que para retirar o veículo de casa foi obrigado a derrubar parte do muro que limita a propriedade. A remoção do carro foi realizada através do terreno de um vizinho. Para guardar o automóvel, o morador usa o estacionamento de uma empresa de pneus que fica ao lado de sua casa.
Os desmoronamentos já provocaram a perda de cinco metros no meu terreno, declarou o comerciante. Belli diz que além do prejuízo material, a situação causouinsegurança para sua família. Meus filhos têm que passar todo dia por uma estreita faixa para ir a escola, diz. Pouco mais de um metro de terra é o que resta para que o morador possa transitar até em casa. Estamos enfrentando risco de vida de sair à pé e cair dentro do córrego, acrescenta.
Para complicar ainda mais o cotidiano da família, os Bellis têm que conviver há dois meses com uma montanha de restos de massa asfáltica que foi colocada em frente ao que restou do acesso para sua residência. Não sei porque tudo isto está por aqui, talvez para usar nos reparos da galeria, afirma. O comerciante menciona que é preciso construir um novo muro de contenção para evitar deslizamentos. O antigo, que foi construído há mais de 10 anos, foi sendo levado a cada chuva mais forte que atingia o córrego.
A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saneamento informou que a prefeitura de Curitiba vai investir cerca de R$ 400 mil na recuperação da galeria. Não há data definida para o início das obras, mas a assessoria garantiu que os trabalhos começam ainda este ano. Técnicos da prefeitura ficaram de passar hoje no local para verificar se a galeria necessita de obras emergenciais. A secretaria justificou que os desmoronamentos aconteceram porque o volume da água era maior do que a tubulação poderia suportar.





