Desligamento de energia tenta paralisar trabalho em Maringá
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quinta-feira, 17 de maio de 2001
Lucinéia Parra De Maringá 
As mulheres dos policiais militares desligaram a central de energia elétrica do 4º Batalhão da Polícia Militar (4º BPM) de Maringá, ontem de manhã, com o objetivo de paralisar as atividades internas no quartel. Elas também fizeram barreiras em vários pontos para impedir que soldados pulassem o muro para trabalhar no setor administrativo da corporação. Uma viatura e o carro oficial de uso do comandante, que estavam no interior do batalhão, tiveram os pneus esvaziados pelas manifestantes.
O tenente Marcio Antonio dos Santos chegou a pular o muro, mas foi convencido pelas grevistas a deixar o batalhão. Com o bloqueio das mulheres, poucos policiais eram vistos ontem de manhã no quartel. No início da tarde, um grupo parou viaturas e motos no centro da cidade. Elas obrigaram os policiais a estacionar os veículos na Praça Raposo Tavares. Os pneus foram esvaziados e as chaves retidas. Seis viaturas e sete motos ficaram paradas na praça. As mulheres também não estão permitindo a entrada de visitas para o ex-secretário de Fazenda, Luiz Antônio Paolicchi, preso desde o dia 7 de dezembro do ano passado em um quarto reservado do 4º BPM. Paolicchi é acusado de um rombo de mais de R$ 100 milhões na Prefeitura de Maringá. O Paolicchi vai ficar incomunicável, disseram as manifestantes.
No meio da tarde, as mulheres não quiseram mais continuar com a retenção dos veículos. Não queremos prejudicar o atendimento à população, mas chamar a atenção da comunidade para a nossa situação, disse Rosicléia da Silva, uma das coordenadoras do movimento. Ela afirmou que já há divergências sobre o resultado da reunião de ontem com o governo do Estado. A maioria optou em continuar o protesto e não aceitar a proposta de acordo. Não estamos aqui fazendo tudo isso para nada, afirmou Rosicléia.


