O segundo dia do Vestibular da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), ontem, registrou número ainda mais expressivo de desistências entre os candidatos, em relação ao primeiro dia. Dos 8.704 inscritos nas unidades de Cascavel, Toledo, Marechal Cândido Rondon e Foz do Iguaçu, 1.037 (11.91%), não apareceram para fazer as provas.
Na terça-feira, os ausentes foram 940 (10,8% dos inscritos), enquanto em anos anteriores, no primeiro dia, a média não superou 7%. O fato da Unioeste ser a última universidade estadual do Paraná a realizar vestibulares pode estar influenciando neste quadro.
Cascavel teve o maior número de inscrições (4.353) e também o maior número de desistentes - 658 (15,7%). A maior parte deles disputava vaga no curso de Medicina. Neste curso, os ausentes foram 320, entre os 1.186 inscritos (concorrência de 59,3 para cada uma das vinte vagas), seguido de Odontologia, com 641 inscritos (32,05 por vaga) e 128 desistentes.
Segundo o professor Flávio Scherer, presidente da Comissão de Vestibulares, o caso do curso de Medicina pode ser explicado pela publicação, na véspera, do resultado do Vestibular da Universidade Estadual de Maringá (UEM). ‘‘Muitos dos nossos candidatos devem ter prestado exames na UEM e sido aprovados’’, especulou Flávio Scherer. ‘‘O Vestibular da Unioeste está ocorrendo dentro da mais absoluta normalidade, a não ser pequenos casos perfeitamente superáveis’’.
A vestibulanda Adriana Pelegrini, 18 anos, de Matemática, teve problemas pulmonares ontem, por causa de uma bronquite asmática. Ela foi internada no Hospital São Lucas, onde completou as provas do dia, acompanhada de fiscais. A candidata deverá ter alta hoje cedo, a tempo de fazer as provas de Língua Portuguesa/Literatura Brasileira e Língua Estrangeira Moderna.

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