Doença historicamente tratada com preconceito, a hanseníase já foi chamada por outro nome: lepra. Os doentes eram segregados e obrigados a viver em isolamento.
‘‘Nos séculos passados, as doenças eram mal conhecidas. A palavra lepra englobava uma série de doenças. Se chamava de lepra o que hoje chamamos de psoríase (doença que provoca manchas avermelhadas e escamas na pele), de sarna, de sífilis e também de hanseníase’’, afirma o dermatologista Diltor Opromolla, presidente dos dois congressos que estão sendo realizados em Foz do Iguaçu.
Opromolla é diretor da Divisão de Pesquisa e Ensino do Instituto de Dermatologia Lauro de Souza Lima, de Bauru (SP). O órgão, um dos mais conceituados do Brasil na área, é administrado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.
Segundo o pesquisador, à medida em que as doenças foram sendo estudadas e rotuladas, a hanseníase permaneceu ‘‘carregando toda a carga preconceituosa’’ que envolvia o conjunto de moléstias que eram englobadas pelo conceito da lepra.
‘‘Agora isso está mudando devido às melhorias nos tratamentos terapêuticos e no esforço que está sendo desenvolvido para a eliminação da doença’’, afirma Opromolla.

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