Ayres conta que a idéia de escrever o livro surgiu da desinformação de seus alunos, futuros professores de ciências, sobre temas relacionados à sexologia. Ele explica que, como professor de biologia e reprodução humana do curso de licenciatura em ciências, percebeu que os acadêmicos ainda têm muitas dúvidas.
‘‘Pesquisas de campo, realizadas por 400 alunos da Univale, também mostraram que a população em geral tem carência de informações nesta área’’, revelou.
‘‘Popularmente o sexo, que é um assunto sério e importante, é tratado como piada’’, justifica o professor, acrescentando que com o livro automaticamente será despertada uma discussão mais ampla do assunto, inclusive por parte de autoridades, professores e dirigentes da área educacional.
Para ele, a família deve se preocupar mais com a educação sexual dos filhos. ‘‘Hoje a criança aprende sexo com a TV e a falta de uma educação sexual adequada pode gerar traumas e violência no futuro’’, sustenta Jayme Ayres.
Defendendo a tese de levar as informações de sexologia para as salas de aula da 5ª a 8ª séries, o professor argumenta que as crianças não podem aprender sobre sexo na televisão e revistas ou ainda nas ruas.
‘‘O desvirtuamento é tão flagrante, que existe até uma mudança natural de conceitos sobre sexo’’, aponta Ayres, citando como exemplo a formação atual de muitas crianças e jovens, para as quais ‘‘namorar significa transar’’.

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