Rolândia

fotos César Augusto


AnimaçãoA sangria do primeiro barril de chope foi o ponto alto da abertura da 10ª Oktoberfest, de Rolândia, na sexta-feira à noite (foto de cima). Alegria também não faltou no acampamento da Escola Bem-me-quer, promovido para receber filhos dos pais que participaram da Festa (foto de baixo)




Ein Prosit! e muitos Vivas! vão ser bradados hoje, pela comunidade alemã, durante o desfile oficial da 10ª Oktoberfest de Rolândia. Mil pessoas devidamente trajadas e 42 carros vão alegrar, a partir das 10 horas, a avenida Interventor Manuel Ribas, que será palco, por instantes, de uma reprodução típica bavária, vivida anualmente em Munique (Sul da Alemanha).
O desfile, que já é tradição da Festa, deverá reunir um público de 8 mil pessoas. De crianças a idosos, basta a criatividade para entrar em cena. Porém, a atração mais esperada no desfile será a Choppmotorrad, uma motocicleta preparada para distribuir chope. A moto foi praticamente a primeira ‘‘mídia’’ da Oktoberfest, em 1988, quando um dos organizadores, Jaime Freiberger, a utilizou para divulgar a festa nas ruas de Rolândia.
Hoje o pequeno veículo tornou-se símbolo do desfile. Foi equipada com um assento extra e um compartimento especial para o barril de chope, além de ser enfeitada com motivos alemães. Enquanto Freiberger grita, um amigo bombeia a chopeira e a família distribui o caneco.
A abertura oficial da Festa, na sexta-feira, foi marcada com a sangria do primeiro barril de chope, feita pela cônsul Vera Tkotz, considerada a maior autoridade alemã, estabelecida em Rolândia. Tkotz substituiu o alemão, Conrad Jackel, 87 anos, que encontra-se hospitalizado. Jackel fez a sangria em todas as edições da festa. ‘‘Foi uma grande honra ter feito a sangria porque na Alemanha esta responsabilidade cabe à maior autoridade da cidade’’, disse a cônsul.
Além da sangria, a abertura foi animada com a apresentação de grupos folclóricos e queima de fogos. A volta da comunidade luterana na organização da festa também foi destacada, através de uma homenagem ao pastor Edgar Ravache, precursor da 1ª Oktoberfest. ‘‘A nossa intenção é de resgatar a cultura alemã e nada mais justo do que a organização da festa ter um toque especial da comunidade luterana’’, comentou o prefeito José Perazolo.
A igreja Luterana ficou responsável pelo café colonial, instalado em um dos pavilhões da festa. Cerca de 45 tipos de tortas e bolos; pães assados em forno de pedra e chás de frutas estão à disposição dos aficionados por guloseimas. Já o restaurante apresenta pratos típicos para ninguém botar defeito.
‘‘Temos comidas suficiente para alimentar mais de 50 mil pessoas’’, garante João Usso, responsável pelo restaurante. Segundo ele, foram comprados 4 mil quilos de joelho de porco, o suficiente para fazer 5 mil pratos de eisbein; 400 quilos de bisteca de porco defumada, para 2,5 mil pratos de Kasseler; mil marrecos; dois mil frangos recheados à moda alemã e 7,5 mil quilos de batatas para complementar os pratos.
A Festa prossegue até o dia 12 de outubro. Os ingressos podem ser adquiridos na portaria ao preço de R$ 5,00 no final de semana e R$ 4,00 durante a semana.

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