Desfile marca 5 anos da Escola Oficina
Osmani Costa
César AugustoCriatividadeNa passarela da Escola Oficina, os alunos mostraram modelos produzidos por eles a partir de material reciclado. O desfile ecológico foi a principal atração da festaMúsica, dança, carrocho-quente, refrigerante, muitas crianças e um grande bolo. O 5º aniversário de fundação da única Escola Oficina de Londrina foi comemorado, na tarde de sexta-feira, com uma singela e merecida festa. A escola, que funciona no conjunto habitacional João Paz (zona norte), foi construída pelo governo do Estado e é administrada pela Associação das Crianças e Adolescentes de Londrina (Acalon), uma Organização Não Governamental (ONG) sem fins lucrativos.
O ponto alto da festa de aniversário foi um desfile, promovido pelos alunos e professores das oficinas de artes e costura. Vinte e seis modelos - todos alunos da escola - entraram na passarela vestidos por roupas criadas por eles e produzidos a partir de material reciclado: papel jornal, plásticos, tecidos velhos, sacos de lixo etc. Os trajes - frutos da criatividade e com muito bom gosto - iam de simples saídas para banho, passando por roupas de passeio e festas, até vestidos de noiva.
Outro destaque da comemoração foram os painéis fotográficos mostrando o trabalhado de recuperação, educação e integração promovido pela Escola Oficina com as crianças e adolescentes buscados nas ruas londrinenses nestes cinco anos. Atualmente, os beneficiados são cerca de 130 meninos e meninas com idade entre sete e 17 anos. Mas pelos cuidados e ensinamentos dos 35 educadores sociais da escola já passaram outras centenas de menores.
Na escola - que oferece ensino da 1ª à5ª séries -, além de estudar, receber merenda e cuidados médico-psicológicos, os menores são orientados e produzem nas ‘oficinas’ de costura industrial, artes, padaria, cozinha industrial, computação e salão de beleza. ‘‘Nossa proposta não é profissionalizante. Mas a base é a filosofia de educar a criança através do trabalho e para o trabalho. É o resgate da cidadania’’, comenta a psicóloga e coordenadora geral da escola, Maria das Mercês Peixoto.
Os estudantes - menores que viviam nas ruas envolvidos com drogas, mendicando, praticando pequenos delitos e em situação de risco - permanecem na escola das 7 às 17 horas. Eles chegam, tomam banho e o café da manhã. No período matutino, frequentam as salas de aula. Almoçam no refeitório da própria escola. No período vespertino, aprendem, criam e produzem nas diferentes oficinas.
A escola conta com duas quadras poliesportivas e uma piscina. Há ainda uma horta, lavanderia, sala para aprendizagem de datilografia, ambulatório e uma ampla biblioteca. Os recursos para o pagamento dos salários dos professores e funcionários, e manutenção da escola - que está aberta ao recebimento de doações - são repassados mensalmente à Acalon pelo governo do Estado, prefeitura, uma igreja Católica da Itália e Folha de Londrina. O telefone da escola para contatos é (043) 330-3861.

mockup