Desfile Cívico encanta Londrina
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sexta-feira, 07 de setembro de 2007
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Protestos contra a violência, homenagens aos idosos, índios, deficientes, além da intensa comemoração aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil marcaram o evento cívico em Londrina. Apesar do forte sol, quem esteve prestigiando o Desfile de 7 de Setembro pôde assistir mais de 43 entidades exibindo o que todas têm em comum, o amor pela pátria.
O tradicional evento realizado todos os anos na Avenida Arcebispo Dom Geraldo Fernandes (Leste-Oeste), começou pontualmente às 9h e contou com a participação de pouco mais de 3 mil pessoas. No palanque, autoridades municipais e estaduais assistiram o desfile. Logo na abertura, integrantes da Força Expedicionária Brasileira (FEB) manifestaram orgulho em mais uma vez marcar presença no evento que desta vez contou com a participação da Força de Paz das Nações Unidas.
Para o ex-combatente, José Soares Neto, o desfile cívico é uma oportunidade de lembrar a população a importância de se ''manter a história do Brasil viva''. ''Fizemos parte dessa história. Vinte e cinco mil homens saíram de suas casas para lutar por essa pátria. Uns ficaram, outros voltaram. É preciso que as pessoas manifestem o amor por esse País e o desfile de 7 de Setembro é uma oportunidade para isso acontecer'', declarou.
Embaixo de sombrinhas, com bonés ou se refrescando com uma garrafa de água, a população se manifestou satisfeita com o evento. A professora Ruth Bonezi de Souza levou os sobrinhos para prestigiar o desfile. ''Nós todos nos preparamos. Passei protetor solar, trouxe água. Não tem problema o calor, o importante é poder estar aqui e assistir o desfile que é uma coisa muito bonita'', disse.
Ao lado do palanque, faixas do Movimento Mãos Limpas buscavam lembrar a população a importância de ''observar melhor'' as atitudes dos políticos brasileiros. ''Isso aqui é um evento cívico, então viemos marcar presença aqui. As pessoas precisam acordar e se atentar mais quanto a corrupção e não permitir mais esse tipo de coisa em nosso País'', comentou o integrante do movimento, Erico Savio.
O casal Gladiston Gouvea e Altina Gouvea, moradores do Jardim Quebec (Zona Oeste) não conseguiram chegar no início do desfile, mas puderam prestigiar boa parte do evento. Para eles, muito mais que as apresentações das entidades, a presença de movimentos como o Mãos Limpas é algo que ''deveria ser mais constante''. ''As pessoas deveriam desfilar com essas faixas no meio do desfile para que a população se atente mais para a roubalheira que existe em nosso País'', desabafou Gladiston.
Um momento emocionante que chamou bastante atenção dos observadores do desfile, foi a participação dos alunos da Escola Rural Cacique Luiz Penky da Terra Indígena Apucaraninha. Eles pararam em frente ao palanque das autoridades e cantaram o hino nacional em kaingang. Após o canto, os comentários das pessoas eram, ''Lindo'' e ''Parabéns!''.
Na ausência do prefeito Nedson Micheleti, a secretária municipal de Educação, Carmen Sposti, lembrou que o evento atendeu as expectativas da prefeitura. ''Foi como imaginávamos, muito bonito e tranquilo. O desfile cívico é um momento onde as pessoas manifestam seu carinho pelo Brasil e sempre prestigiam com bastante alegria'', comentou.


