Desesperada, mulher pede ajuda para filha
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terça-feira, 22 de novembro de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Cambé Morando numa casa simples num bairro na periferia de Cambé (13 km a oeste de Londrina), a dona de casa Lucinda Monteiro de Oliveira, 35 anos, luta para criar os oito filhos pequenos. Mas o grande desafio, ultimamente, tem sido garantir a sobrevivência da primogênita da família, Andressa Monteiro Barbosa, 18 anos. Sem conseguir auxílio em órgãos públicos e com recursos insuficientes para permitir que a filha prossiga o tratamento contra as drogas, seu temor é que a jovem volte para casa e tenha uma recaída ou, pior, seja morta pelos antigos ''amigos'' do mundo do vício.
A mãe conta que Andressa teve uma infância normal até os 10 anos. Ajudava em casa e estudava numa escola próxima. Mas nessa idade, longe dos olhos da família, a garota começou a usar drogas com colegas de colégio. ''Só fui descobrir quando ela tinha uns 14 anos, quando começaram a faltar coisas em casa e ela passou a dormir fora por vários dias seguidos'', relata a mãe. ''Até então, nunca tinha ouvido falar em droga e foi um tapa na minha cara'', lamenta, deixando transparecer uma ponta de remorso.
Consumida pelo vício e envolvida com a prática de pequenos crimes e a prostituição, a menina finalmente começou a ser assistida pelo Conselho Tutelar. ''Eu também comecei a entrar no mundo dela para tentar entender o que estava acontecendo'', recorda Lucinda. Mas uma recaída reconduziu a menina para as ruas e, por consequência, para a vida de delinquência. Depois disso, foi uma rotina de idas e saídas de clínicas de tratamento.
Em março, Andressa completou 18 anos e permaneceu internada numa clínica em Campo Mourão até dois meses atrás, quando teve que sair. Por intermédio dessa entidade, ela conseguiu morada em uma casa de família em Cambé, onde está desde então. Mas sua situação é provisória e a mãe teme o que pode acontecer se Andressa voltar para casa. A garota já foi até ameaçada de morte. ''Minha vida está parada e não estou indo nem para frente nem para trás. Queria poder voltar a estudar e trabalhar'', pede a jovem, que está há um ano e seis meses longe das drogas.
Com uma renda de R$ 400,00 por mês e com mais oito filhos pequenos para criar, a mãe diz que não tem mais como ajudar. ''Até hoje, aonde via que podia ter ajuda eu fui mas agora eu não sei mais quem procurar. Toparia até dar minha filha para outra família cuidar, para algum anjo que pudesse salvar sua vida, porque quero ver ela viva'', desabafa Lucinda. Quem puder ajudar Andressa e sua família pode entrar em contato com a Folha, atráves do telefone (0XX43) 3374-2175.


