Desequilíbrio entre demanda e produção
A zona urbana de Londrina possui entre 300 e 400 árvores condenadas pelo tempo. Porém, a capacidade de erradicação da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) é de, no máximo, 130 unidades/mês. Segundo o secretário Gerson da Silva, o estágio ideal para corte é o último terço de vida da planta, fase em que ela ainda não apresenta riscos à segurança. Considerando que a cada dia mais árvores chegam ao seu limite e outras, por motivos variados (acidentes, vendavais, local impróprio, etc), requisitam substituição, é fácil concluir que existe um desequilíbrio entre demanda e produção.
A justificativa da Sema é que destacar servidores públicos para a poda, corte e plantio de árvores é 40% mais caro que contratar mão-de-obra. A atual gestão foi impedida de terceirizar o manejo das árvores pela lei federal 11.445 que vigora desde janeiro de 2007. Ela define a política nacional de saneamento básico e, na sequência, cobra dos municípios um plano específico sobre o assunto. Em Londrina, ele foi encomendado a uma empresa especializada e deverá ser concluído em dezembro. ''Ficamos quase um ano tentando licitar a tarefa, mas somos prejudicados pelos recursos legais que foram impetrados neste período'', alegou Silva.
O Plano Municipal de Saneamento Básico determinará os locais adequados para o depósito dos resíduos de podas e cortes. Porém, antes da aplicação, deverá ser aprovado pela Câmara de Vereadores. Até lá, todos os serviços estão mantidos por contratos emergenciais.
Antes da lei federal 11.445 ser criada, a prefeitura concluiu um edital de licitação que nunca foi publicado. Ele definia, por exemplo, o plantio de 7,5 mil mudas, a erradicação de cinco mil árvores, a retirada de tocos e podas em dois anos. Em janeiro de 2007, a Sema estimou este contrato em R$ 1,5 milhão. ''Queremos deixar tudo encaminhado para que a futura gestão possa continuar o trabalho'', afirmou Silva®MD77¯®MDNM¯. (B.R.)





