Desequilíbrio ambiental resulta na proliferação
O coordenador de produção de água da Sanepar, Antonio Carlos Ajarilla, é funcionário da empresa há 35 anos e tem mais de duas décadas e meia de experiência no ramo do tratamento de água. Segundo ele, essa é a primeira vez que a proliferação de algas impede o fornecimento de água aos consumidores.
''É resultado do desequilíbrio ambiental. Quando a água tem muitos nutrientes, a reprodução das algas ocorre rapidamente, em proporção geométrica'', explicou. Com isso, o excesso acumulado nos filtros passou a exigir uma limpeza mais frequente e reduziu a capacidade de tratamento de água.
A Sanepar mantém pontos de monitoramento da qualidade da água. O processo de disseminação das algas, porém, é ''muito dinâmico'', o que impediria a empresa de prever o problema. A situação, de acordo com a empresa, deve se normalizar nas próximas horas, uma vez que a concentração maior de algas já havia passado pela região da estação de captação de água.
De acordo com o gerente metropolitano da Sanepar, Sérgio Bahls, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) está trabalhando para identificar as causas do problema no manancial. O Centro de Controle Operacional (CCO), setor responsável pela gestão do rodízio, está realizando manobras para distribuir os 600 litros por segundo de água produzidos pelo Sistema Tibagi e os 750 litros por segundo, do Sistema Cafezal, que somam 70% do volume normalmente produzido. (F.R.F.)





