Um estudo publicado por professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) mostra que o desenho de alguns bairros podem ajudar a melhorar a segurança. O estudo foi elaborado pelos arquitetos Milena Kanashiro, Humberto Yamaki e Alex Lamounier e avaliou os conjuntos do Café e das Flores. De acordo com a pesquisa, os bairros possuem avenidas mais largas contornando os bairros em contraposição às ruas internas de menores dimensões e esse contraste reforça a utilização das ruas dos bairros pelos moradores.
A centralidade e a pequena escala das praças, envoltas pelas residências, resultam em uma relação de vigilância natural, que permite um controle visual do espaço público colaborando para o desenvolvimento do senso de comunidade e de territorialidade, que extrapola o espaço privado.
Nesses bairros, os moradores são responsáveis pela manutenção e gerenciamento das praças, desde o plantio de árvores, hortas e arbustos, implantação de novos mobiliários e até pela varrição.
O estudo indica ainda que as estratégias não devem ser consideradas como receitas que, se aplicadas, tornam os espaços plenamente seguros. Eles ressaltam que as questões socioculturais devem estar presentes como suporte para diminuir a vulnerabilidade dos espaços.
A pesquisa aponta que os conjuntos demonstram a existência de uma rede de relação de vizinhança, senso de comunidade e de territorialidade definida, onde barreiras simbólicas e regras de comunidade tornam o espaço mais defensáveis em contraposição com o aumento de barreiras físicas, como muros altos e cercas elétricas.(V.O.)

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