Em Londrina, seis portadores de Doença de Alzheimer estão conseguindo receber medicamentos através do SUS, mas pelo menos 200 a 400 pacientes necessitam do remédio. A burocracia e a falta de comunicação entre os órgãos envolvidos no diagnóstico e na prescrição do tratamento estão atrasando o repasse dos medicamentos.
O Ambulatório de Referência para liberação de medicamentos para pacientes com Alzheimer e Parkinson começou a funcionar há cerca de 15 dias, mas até a última sexta-feira quem se dirigisse a qualquer posto de saúde não tinha informações concretas. ''Confesso que estou perdido, estou esperando para preencher um cadastro, para daí fazer agendamento com o médico e depois saber para onde encaminhar minha mãe. Não sei se devo ir no posto de sáude primeiro ou direto no Hospital de Clínicas (HC)'', disse o autônomo Júlio César Rodrigues de Moraes, cuja mãe Ninpha é doente há cerca de três anos. Por causa do preço do tratamento, cerca de R$ 1 mil mensais, a família de Moraes nunca teve dinheiro para comprar os medicamentos, revelando outra triste estatística, de pessoas que deixam de consumir remédios por causa do preço.
Segundo Maria Giselda de Lima, assistente social do Ministério Público, os seis pacientes que já recebem os medicamentos recorreram à Justiça. Na última quinta-feira, o diretor da 17 Regional de Saúde, Gilberto Martin, confirmou o ''desencontro de informações'', mas disse que o problema já deverá estar solucionado amanhã, prazo dado ao município para que todos os postos sejam informados sobre o procedimento.
Segundo Martin, é necessário procurar um posto de saúde, que vai fazer o agendamento da consulta com um neurologista no HC, onde está funcionando o centro de referência. O neurologista irá confirmar a necessidade do medicamento e preencher um formulário solicitando a medicação à Central de Medicamentos do Paraná (Cemepar). Depois, o medicamento deverá ser retirado na farmácia da 17 . Ele acredita que para os primeiros pacientes o processo deverá demorar de 40 a 60 dias.

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