O número de desempregados nunca foi tão grande como hoje, na história de Londrina. Quem garante este fato infeliz é o gerente do Sistema Público de Empregos (Sempre), em Londrina, Júlio César dos Santos Zanoni. Segundo ele, de 350 a 400 pessoas desempregadas vão diariamente ao escritório do Sempre (antigo Sine). Em contrapartida, o órgão - mantido pelos governos federal, estadual e municipal - tem conseguido encaminhar para o emprego apenas cerca de 100 a 110 pessoas por mês.
‘‘Não temos um controle preciso do número total de desempregados na Cidade - até porque alguns deles talvez nunca vieram aqui e outros vêm várias vezes no mesmo mês -, mas sem dúvida eles são muitos milhares’’, comenta Júlio Zanoni. Em 1996, 30.460 pessoas procuraram o Sempre pela primeira vez e se cadastraram como desempregados. Destes, 18.111 eram homens (59,45%) e 12.349 eram mulheres (40,55%).
Segundo dados do Sempre, o setor do comércio foi o que mais demitiu e contratou em Londrina no ano passado. Foram 9.834 demissões e 8.707 admissões, deixando um saldo negativo de 1.127 vagas de trabalho fechadas. Em seguida veio o setor de serviços, com o fechamento de 806 vagas. A construção civil diminuiu 398 vagas no ano. E a indústria de roupas ficou em quarto lugar negativo, com 355 demissões a mais do que o número de contratações.
Na busca de diminuir o impacto negativo do desemprego na economia local, o escritório do Sempre realizou na Cidade e região nos últimos anos vários treinamentos e cursos de capacitação de mão-de-obra. Eles acontecem nas mais diferentes áreas, entre elas a informática, hotelaria e de alimentos. ‘‘Temos alguns cursos programados para este segundo semestre. Um deles, será para a preparação da mão-de-obra masculina para o setor de confecções de roupas, a pedido das indústrias locais’’, diz Júlio Zanoni.

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