Desempregados de Guaíra protestam durante passeata
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quinta-feira, 19 de novembro de 1998
Vânia Moreira 
Cerca de 100 pessoas que perderam o emprego depois da construção da ponte de Guaíra (115 km a sudoeste de Umuarama) fizeram uma passeata na cidade. São cobradores, operadores de barco, mecânicos e outros ex-empregados das empresas F. Andreis e Mineração Floresta, que exploravam o serviço de travessia por balsas no Rio Paraná, entre Guaíra e Mundo Novo (MS). O serviço de travessia acabou em janeiro, quando foi inaugurada a Ponte Airton Senna, de 3,8 quilômetros.
As duas empresas, que atuam também no ramo de mineração e em outros pontos de travessia por balsas, desativaram serviço entre Paraná e Mato Grosso do Sul e demitiram cerca de 250 empregados. Os demitidos estão ingressando com ações na Justiça cobrando indenização do governo pela perda do emprego. O advogado Aparecido Martins garante que os desempregados têm direito a indenizações de até R$ 38 mil.


