Desempregado estupra enteada de 4 anos
Desempregado estupra enteada de 4 anos
Alegando estar bêbado no dia do crime e ter sido incentivado pela mãe da criança, desempregado que vive nas ruas ataca menina
Menina foi retirada
da família e está
ao abrigo do
SOS Criança
James Alberti
Marcelo AlmeidaBarbárieRamalho: A Mercedez disse que não ia transar comigo naquela noite e que era para eu usar a menina
O operário desempregado Dirceu Ferreira Ramalho, 40 anos, foi preso na madrugada de ontem acusado de estuprar sua enteada, uma menina de quatro anos. Na Delegacia da Mulher, em Curitiba, ele confessou o crime e disse que estava muito bêbado quando violentou a criança, no dia 30 de abril. A mãe da menina, Mercedez Carvalho, presenciou o estupro e pode ser enquadrada como cúmplice.
Ramalho disse que foi incentivado por Mercedez a violentar a menina, que foi retirada da família e encaminhada ao abrigo do SOS Criança. Acho que ela (Mercedez) não bate bem da cabeça, afirmou. Ela (Mercedez) disse que não ia transar comigo naquela noite e que era para eu usar a menina, acusou. Mercedez nega a acusação. Conforme a delegada, Vanessa Alice, que prendeu Ramalho, Mercedez disse que tentou impedir o estupro, mas não conseguiu.
O crime foi denunciado por funcionários do Hospital Cajuru, para onde a menina foi levada após o estupro. A delegada disse que depois do crime Ramalho foi procurar ajuda porque a criança chorava e sangrava muito. Antes que ele voltasse, porém, a Polícia Militar chegou ao local e levou a criança e a mãe ao hospital.
Mercedez se recusava a dar à polícia o nome de Ramalho, com quem vivia nas ruas há nove meses. Ela tinha abandonado o marido e outras quatro crianças para viver com o desempregado. A delegada descarta a hipótese de que Mercedez tenha sido ameaçada para não revelar o estupro. Para Vanessa, ela não queria contar a violência porque ainda gosta de Ramalho. Depois do crime, Mercedez voltou a viver com o marido. A delegada esperava receber hoje os exames de corpo delito, feitos pelo Instituto Médico Legal, que devem comprovar o crime.
Sem antecedentes criminais, Ramalho tinha fugido para São José dos Pinhais logo depois do crime. A polícia ficou durante 15 dias à espera que ele voltasse ao local onde dormia, no Passeio Público, no Centro, fato que ocorreu ontem. O andarilho foi enquadrado por crime hediondo e pode pegar de oito a dez anos de prisão. Ramalho disse que gostava da menina e que estava arrependido. Se fosse com uma mulher mais velha, 15, 20 anos... mas com uma criancinha, disse, demonstrando que não considera crime o estupro de uma mulher adulta.
A delegada Darli Rafael, titular da Delegacia da Mulher, disse que não são incomuns casos como o de Ramalho. Segundo ela, apenas 10% dos estupros que ocorrem em Curitiba são registrados. Isso porque as mulheres tendem a proteger os maridos e parceiros, a exemplo do que tentou fazer Mercedez num primeiro momento. Mesmo assim, são registrados em média dez estupros contra crianças todo mês.





