Érika Pelegrino
O comerciário desempregado Jeferson da Silva Sanches, 21 anos, acusado de participar da morte do funcionário da Secretaria de Fazenda de Londrina, Edison de Arruda Américo, foi apresentado ontem na 10ª Subdivisão Policial, pelo delegado do 4º Distrito Policial, Joaquim Antônio de Melo.
Sanches foi preso na terça-feira, às 16 horas, em sua casa, na Vila Ricardo (zona leste). Os outros dois acusados, Mauro Gomes da Silva Filho, 22 anos, que seria o autor dos dois disparos contra Edison, e o irmão de Jeferson, o menor W.S.S, 17 anos, continuam foragidos.
O delegado suspeita que eles estejam no estado de São Paulo. ‘‘O Mauro chegou a tirar passaporte para embarcar para o Estados Unidos. Mas agora ele não conseguirá mais, pois o mandado de prisão dele está no Brasil todo’’, afirmou o delegado Joaquim de Melo.
Sanches afirmou que faz programas com homossexuais. Ele contou que conheceu a vítima seis meses antes do crime. ‘‘Eu estava saindo de uma boate, quando o Edison parou o carro, me ofereceu uma carona e me levou para o apartamento dele’’, contou. ‘‘Depois disso, eu fui ao apartamento dele mais umas duas vezes’’.
Apesar de confessar fazer programas com homossexuais, Jeferson disse que não manteve relações sexuais com Edison. Para o delegado Joaquim de Melo, ele afirmou que tinha um envolvimento com Edison e que saía com ele mesmo sem fazer programas.
Segundo Jeferson, na noite do crime ele foi ao apartamento do servidor apresentar a ele seu irmão e o amigo Mauro. ‘‘Eu entrei primeiro no apartamento e fiquei conversando com ele, quando os dois (o irmão e Mauro) entraram armados no apartamento e me renderam também’’, contou.
Jeferson disse que até então não sabia que seu irmão e Mauro planejavam assaltar Edison. ‘‘Só na hora que eu fiquei sabendo, daí nós o levamos para o caixa eletrônico e retiramos a quantia de R$ 600,00’’, contou. Em seguida levaram a vítima para as proximidades de Sertanópolis onde Mauro disparou contra Edison, dois tiros com arma calibre 380.
Segundo a versão de Jeferson houve uma discussão entre o Edison e o Mauro, o que teria motivado o crime. ‘‘O Mauro falou para o Edison sair do carro e atirou contra ele’’, afirmou Jeferson. ‘‘Em seguida, nós jogamos o corpo dele da ponte (do Rio Couro de Boi, perto de Sertanópolis).
Segundo o delegado, Mauro Gomes da Silva Filho atirou contra a vítima porque Edison ameaçou dar queixa à polícia. Antes de fugir, os acusados depenaram o carro de Edison, levando dois alto-falantes, aparelho de CD e as quatro rodas. Os objetos foram recuperados pela polícia. ‘‘Ainda falta recuperar a televisão e o vídeo que foram levados do apartamento da vítima’’, declarou o delegado.Acusado de participar de assassinato de funcionário da prefeitura de Londrina é preso e diz que discussão provocou a morte
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