Desempregado confessa morte de aposentado
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segunda-feira, 26 de setembro de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba A equipe da Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, conseguiu localizar ontem o carro do aposentado Orlando Ferreira Alves, de 71 anos. O corpo do aposentado foi encontrado na manhã de domingo, enterrado nos fundos da casa do desempregado João Everson Simeão, de 32 anos. Ele confessou a autoria do crime e contou para quem vendeu o Fiat Palio por R$ 7.580. Alves desapareceu no dia 21 de setembro, quando foi procurado por Simeão que disse que estava interessado em comprar o carro.
''Ele confessou que viu o carro com a placa de vende-se no bairro Bacacheri, em Curitiba e percebeu que o dono era idoso. Foi aí que ele premeditou o crime. Atraiu a vítima até a casa dele, onde pagaria o carro em dinheiro. Chegando na casa dele, atingiu o aposentado com 18 facadas. Ele matou o aposentado na sala e levou a vítima até os fundos da casa, onde a enterrou'', relatou o superintendente da delegacia, Valdir Bicudo. A cova onde o aposentado estava enterrado tinha 1,70 metro de profundidade por 2,20 de comprimento e 0,80 de largura.
No momento do crime, Simeão estaria sozinho dentro de casa. A mulher dele estava trabalhando. Quando percebeu que a polícia iria descobrir o crime (já que os familiares do aposentado queriam saber o que tinha acontecido com ele), o desempregado teria tentado se suicidar com facadas pelo corpo. A mulher dele teria tentado saber o que tinha ocorrido de errado e chamou a polícia que encontrou o corpo de Alves no quintal da casa.
Ontem, a perícia técnica voltou ao local e constatou vestígios de sangue por toda a casa. Os compradores do carro estão sendo investigados. Eles podem ser indiciados por co-participação em homicídio (se for comprovado que eles sabiam da origem ilícita do automóvel) ou por receptação de carro roubado.
No final da tarde, a Justiça de Colombo decretou a prisão temporária do proprietário de uma loja de automóveis, que comprou o veículo roubado, de um comerciante de carros em Paranaguá e do filho dele, com quem Simeão teria tentado negociar o carro, inicialmente.
''Este foi um dos crimes mais hediondos que eu já presenciei em 24 anos de polícia. Foi brutal'', afirmou o superintendente. Simeão está internado no Hospital Cajuru, em Curitiba, e está vigiado por policiais militares. Assim que tiver alta, ele deverá ser preso.
O desempregado disse que planejou o crime de acordo com Bicudo porque estava passando por uma difícil situação financeira. Simeão está sendo indiciado por homicídio doloso (com a intenção de matar), roubo (além do carro, foram levados documentos, talão de cheques e R$ 1,5 mil em dinheiro) e ocultação de cadáver.


