O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jackson Proença Testa, avalia que a boa participação dos cursos da universidade no Provão veio em ótima hora. Ele está em Curitiba participando de uma reunião entre representantes do Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado (Crafe) e da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp). A reunião, segundo o reitor, será o ponto de partida para as discussões visando um projeto de autonomia para as universidades públicas paranaenses.
O reitor recebeu, na semana passada, ofício do delegado do MEC no Paraná, Altevir Rocha de Andrade, parabenizando a UEL pelo resultado do Provão, que teve, em todos os cursos, média geral A. ‘‘Os resultados do Provão demonstram que as universidades do Paraná estão gastando com eficiência. A UEL, por exemplo, está entre as melhores do País’’, lembra o reitor. ‘‘Politicamente, a universidade desfruta de credibilidade pela avaliação que foi feita.
Ele explica que o modelo de autonomia que será defendido é o mesmo das universidades estaduais do Estado de São Paulo. Lá, 8,7% do arrecadado pelo estado com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) vão para as universidades, o que representa R$ 1,3 bilhão anuais somente para USP, Unesp e Unicamp.
No caso do Paraná, Testa disse que a idéia é propor um valor fixo em dinheiro para as universidades e depois atualizá-lo conforme o crescimento da estrutura da universidade e a inflação anual. Atrelar o valor a um percentual do ICMS não daria certo, segundo ele, porque o caixa do governo é magro e qualquer variação do orçamento poderia representar uma diferença muito grande - ao contrário do Estado de São Paulo, que tem o segundo maior orçamento do País.
Hoje, a UEL gasta aproximadamente R$ 8 milhões mensais, considerando folha de pagamento e custeio. O reitor defende que, a partir da autonomia, as universidades terão mais liberdade inclusive para se adaptar aos cortes previstos no setor, visando a adequação ao ajuste fiscal - 30%, no caso das universidades. Ele afirma que, diferentemente do governo, cada instituição sabe exatamente onde estão os excessos que poderão ser cortados. ‘‘Além disso, os recursos economizados ficariam com as próprias universidades.’’

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