Desempenho na escola apresenta melhora, segundo profissionais Edson MazzettoCíntia Cristina Passos Alves, de 11 anos, do Centro de Atendimento Especializado ao Deficiente Visual (Caedev), em Cascavel Paulo Pegoraro De Cascavel Professores de Educação Especial de Cascavel relatam que crianças e adolescentes portadores de deficiência visual e mesmo cegos, que são atendidos com serviço especializado, conseguem obter excelente desempenho na escola. É o caso de Cíntia Cristina Passos Alves, 11 anos, integrada ao Centro de Atendimento Especializado ao Deficiente Visual (Caedev), do Núcleo Regional de Educação, e instalado no Colégio Estadual Eleodoro Ébano Pereira, no centro da cidade. Cíntia é cega desde os 5 anos, em decorrência de um tumor na cabeça que afetou o nervo ótico. Ela está no Caedev desde 96 e, aluna de 4ª série do próprio Eleodoro, consegue se igualar a coleguinhas de classe e até mesmo superar muitos, utilizando materiais adaptados pelo Centro. Cleverson Uliano, 17 anos, que desde os 14 é atendido, é cego de nascença mas conseguiu aprovação em vestibular para Artes e Música em faculdade do Rio de Janeiro, classificando-se em 13º lugar. No Caedev do Eleodoro Ébano Pereira (há outros, em escolas estaduais da cidade), criado em 80, são atendidas 45 pessoas na faixa etária acima de 4 anos. Atuam quatro professoras com especialização em estudos adicionais. Uma delas, Maria José Garcia, relata que a maior parte dos materiais alternativos (ampliados) usados para o trabalho com os portadores de deficiências é produzida no próprio local, inclusive mapas em alto relevo. Além da iniciação e aprofundamento em braile, o Centro faz a ‘‘estimulação’’ às crianças, com um trabalho de conteúdo psicológico aliado ao pedagógico. No caso das que necessitam usar óculos, há dificuldades para o fornecimento, reconhece Maria José. Apenas a prefeitura de Cascavel oferece óculos (em média, 125 ao mês) a alunos de escolas municipais, através do Centro de Atendimento Especializado à Criança, após avaliação feita por oftalmologistas. O Município também desenvolve programa junto a portadores de deficiências visuais que têm uma associação, a Acadev, à qual foram entregues controles remotos (para repasse aos associados) que acionam semáforos especiais instalados na região central da cidade. O mecanismo destes semáforos acende luz vermelha para carros e emite sinal audível pelos cegos, para que transponham as ruas. Maringá Em Maringá, a Secretaria Municipal de Saúde não mantém nenhum programa específico de combate à miopia. Uma equipe desenvolve nas escolas da rede municipal de ensino uma triagem para identificar alunos com problemas de visão. Em caso positivo, a criança é encaminhada para consulta com uma oftalmologista pediatra. O programa é permanente, mas atende somente as crianças de 1ª a 4ª séries. Fora da esfera oficial, a Associação dos Deficientes Visuais de Maringá (Adevimar) desenvolve um programa gratuito de prevenção há dois anos. O trabalho para verificar a acuidade visual dos alunos é feito através de visitas a escolas da rede estadual e particular. Segundo o presidente da Adevimar, quando algum problema é detectado, a entidade orienta os pais a procurarem um profissional da área. (Colaborou Marta Medeiros, de Maringá)