Desempenho de vestibulandos melhora
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de janeiro de 1997
Marccio W. Varella Sucursal de Maringá 
Edson GuittiTurma do funil Candidatos conferem nomes de aprovados: provas indicaram melhor preparo em escolas de 2º grau
A qualidade do ensino melhorou nas escolas públicas e particulares de segundo grau em Maringá. A constatação é compartilhada pelo reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Luís Antônio de Souza, pelo presidente da Comissão do Vestibular Unificado (CVU), João César Guirado, e pela coordenadora da banca de avaliação das provas de Redação, professora Marilurdes Zanini.
No ano passado, os primeiros lugares em Medicina alcançaram um máximo de 1.200 pontos. Neste ano, os primeiros chegaram a 1.500 pontos. Em 96, mil candidatos tiraram nota zero na prova de redação e 17 fizeram menos do que 12 pontos, o mínimo necessário para aprovação. Este ano, 353 tiraram nota zero e quatro fizeram menos do que 12 pontos. Do total, apenas 3,33% foram desclassificados em Redação.
Isto mostra que os estudantes estão lendo mais jornais, se interessando mais pelo mundo, avalia a professora Marilurdes. A argumentação usada pelos candidatos para fazer a redação sobre o tema Emprego e Desemprego está mais consistente do que no ano passado. O outro tema, Agricultura, foi desprezado pela maioria.
Marilurdes e Guirado acreditam que a mudança se deve ao conteúdo das provas elaboradas pela UEM há quatro anos. Nas nossas provas não tem como chutar e nem se exige uma memorização excessiva. Exigimos do candidato apenas que ele raciocine, que não tenha medo de desafios, que ele pense. Isto fez com que os cursinhos também mudassem seus métodos de ensino, afirma Guirado.
A professora aponta também uma mudança de filosofia dos métodos de ensino, atribuída em parte aos cursos de capacitação promovidos pela Secretaria Estadual de Educação para professores.


