Desejo por comida é dos mais intensos
Gordo nunca admite que come demais. Esse problema foi sentido na pele, durante vários anos, pela professora curitibana Maria Aparecida Gomes Ditterich, de 42 anos. Eu achava que nunca comia o suficiente para ser tão gorda e sempre arranjava desculpas para a minha gordura - dizia que era propensa à obesidade ou que meu peso era hereditário, observa ela, que já chegou aos 115 quilos na balança.
A compulsão se manifestava de diversas formas e gostos - desde pacotes de bolacha e barras de chocolate a salgadinhos e sanduíches. Passava o dia inteiro comendo bobagens - o que viesse eu traçava, lembra Maria Aparecida.
Ela confessa que, na frente dos outros, sempre comia pouco. Além disso, a professora diz que, quando estava mais triste, comia com maior frequência e em maiores quantidades. Chegou um dia em que eu achei que era impossível voltar a ser bonita. Vivia triste, chorando, e acabava comendo mais, relata.
Depois de inúmeras dietas para emagrecer - todas frustradas -, Maria Aparecida resolveu experimentar a estratégia de reeducação alimentar dos Vigilantes do Peso. Hoje, três anos depois de ter iniciado a dieta e 35 quilos mais magra, ela assegura que não é mais compulsiva por comida e diz que a receita para manter o peso está na força de vontade. Só consegui emagrecer no momento em que comecei a gostar mais de mim. Agora sou mais alegre, comunicativa e consigo entrar em uma loja sem aquele sentimento de culpa - antes jamais conseguiria
Ela observa que ainda tem vontade de comer as tentações que engordam, como chocolate ou doces, mas diz que aprendeu a balancear os alimentos. Antes eu comia um bolo, hoje sei apreciar uma fatia. A professora confessa que teve recaídas, mas diz que nunca desanimou em prosseguir. Demorei para alcançar a meta de emagrecer, mas aprendi.(G.P.)





