O cancelamento do contrato com o SUS anunciado ontem pela Santa Casa deverá agravar o já caótico quadro de atendimento hospitalar público em Foz do Iguaçu.
Caso a medida seja confirmada, o município, com cerca de 235 mil habitantes, terá disponível apenas 62 leitos para internação pelo Sistema Único de Saúde.
‘‘Mesmo sem esse agravante, Foz já tem um dos piores índices de leitos hospitalares do Brasil’’, afirma o secretário municipal da Saúde, Sadi Buzanelo.
Todos os hospitais da cidade somam apenas 457 leitos, 132 deles reservados ao SUS. Segundo a secretaria, o ideal seria um número de aproximadamente 1.200 leitos. Localizada na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, Foz atrai pacientes da região Extremo Oeste do Paraná e também do país vizinho.
Segundo o diretor-superintendente da Santa Casa, Décio Zenoni, cerca de 10% das pessoas atendidas pelo hospital no ano passado eram paraguaios ou brasiguaios (brasileiros que migraram para o Paraguai). ‘‘Isso só faz agravar a situação porque o SUS não paga por pacientes estrangeiros’’, disse Zenoni.

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