O anúncio do desconto dos dias parados já na folha de pagamento deste mês, não assustou os funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL), em greve desde segunda-feira. A ameaça, segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Técnico-Adminitrativos da Universidade Estadual de Londrina (Assuel), Itamar Nascimento, sempre foi a primeira estratégia do governo, na tentativa de amendrotar o funcionalismo e pôr fim aos movimentos.
Mas, nas negociações de fim de greve, o governo sempre volta atrás e os descontos não acontecem. Mesmo assim, os sindicatos dos professores e servidores estão organizando atividades em conjunto, para arrecadar dinheiro e alimentos para garantir o sustento do funcionalismo e a continuidade da greve. Um bazar com a venda de artesanato e produtos alimentícios deverá ser montado no Calçadão, área central da cidade, e no campus da UEL, ainda este mês.
Uma avaliação do movimento, bem como a organização de atividades conjuntas entre as categorias, ocorrem amanhã, às 9 horas, em uma assembléia unificada na quadra do Centro de Educação Física.
Anteontem o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, convocou os representantes dos sindicatos dos professores e funcionários das universidades estaduais para uma reunião, na próxima terça-feira, em Curitiba. O encontro vai ser o início das negociações sobre a pauta de reivindicações das categorias. Os sindicatos, de acordo com Itamar, irão solicitar a Wahrhatfig, o envolvimento do secretários de Administração, Ricardo Smijtink, e de Fazenda, Ingo Hubert, nas negociações.

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