Desconto salarial atinge aposentados da UEL
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de setembro de 2001
Cláudia Lopes <br> De Londrina 
Aposentados e professores licenciados da Universidade Estadual de Londrina (UEL) também tiveram corte salarial de 26,57%, como os demais servidores da universidade que aderiram à greve iniciada no último dia 17.
O professor do Departamento de Construção Civil da UEL, Ederaldo Furnaleto, percebeu o desconto em seu salário ao retirar o extrato bancário, anteontem à noite. ''Estou licenciado da universidade desde março deste ano para fazer a pós-gradução. Não há porque descontar sobre o salário de quem está afastado.''
Furnaleto faz mestrado na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. ''Sou a favor da greve mas, no momento, estou fazendo pós-graduação. Não estou dando aulas e, portanto, teria que receber salário integral.''
O professor aposentado do Centro de Tecnologia e Urbanismo da UEL, José Augusto de Queiroz, também sofreu a redução salarial. ''Me aposentei em março deste ano e ainda recebo pela universidade. Já cumpri minha obrigação com a UEL e não poderia ter o desconto sobre o salário'', afirmou. Queiroz disse que quem recebe auxílio-enfermidade da UEL também sofreu o desconto.
A Folha tentou contatar o reitor da UEL, Pedro Gordan, mas não obteve o retorno das ligações telefônicas. O presidente do Sindicato dos Professores da UEL, César Cagiano Santos, acredita que a UEL deva repassar a diferença salarial aos aposentados que ainda recebem da universidade, quando o Fundo Paraná Previdência depositar o valor das aposentadorias. ''Por terem se aposentado há poucos meses esses professores não recebem direto do Paraná Previdência.''
Os grevistas estão revoltados porque o governo do Estado descontou da folha de pagamento os dias parados por causa da greve. Anteontem, eles protestaram na PR-445, interditando o tráfego na rodovia em frente ao campus da UEL. O Hospital Universitário (HU) funciona neste final de semana em esquema de plantão, atendendo somente casos de urgência e emergência.


