O ECA ainda não é conhecido pela maioria da população. ''Conheci o estatuto em um projeto que participei, mas muitos outros jovens não sabem que ele garante nossos direitos'', conta a adolescente Juliana Cristina Cordeiro, 17 anos.
''O que muda a realidade é o exercício da lei. Para isso é preciso conhecê-la'', afirma o procurador Olympio Sá Sotto Maior Neto. Mario Volpi, do Unicef, destaca a importância do debate entre os próprios jovens. ''É necessário abrir espaço para os jovens que já estão interessados e dar oportunidades para os que ainda não conhecem o estatuto. A escola, o centro de saúde, as organizações e o poder público devem promover discussões.''
A Secretaria Especial dos Direitos Humanos lançou uma campanha publicitária sobre os 18 anos do ECA, que será veiculada em todo o Brasil. Os candidatos a prefeito e a vereador também participam das mobilizações. As campanhas ''ECA: 18 Anos, 18 Compromissos'' e ''ECA: 18 Anos, 18 Proposições Prioritárias para a Criança e o Adolescente no Centro do Parlamento Brasileiro'' contam com a assinatura de um termo em que os candidatos se comprometem a priorizar as ações e projetos direcionados às crianças e aos adolescentes. (C.G.B.)

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