Curitiba - Doença que atinge aproximadamente 34 milhões de brasileiros, a hipertensão arterial tem como grande inimigo o desconhecimento da população a respeito de sua gravidade. Na avaliação do presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão, Fernando Nobre,®MDBO¯®MDNM¯ esse cenário é ''muito ruim'', principalmente em relação às complicações cardiovasculares que a doença pode causar quando não tratada adequadamente.
Uma estimativa prevê ainda que apenas 50% dos hipertensos tenham conhecimento da doença, que 25% estejam em tratamento e 12,5% estejam com a pressão arterial controlada. O desconhecimento da doença, ou o abandono do tratamento, dificulta uma estimativa sobre a incidência.
Para o diretor do Departamento de Hipertensão da Sociedade Paranaense de Cardiologia, Osni Pereira Filho, a principal estratégia para o Dia Nacional de Combate à Hipertensão é alertar a população a respeito da doença.
Para isso, a Sociedade Paranaense de Cardiologia promove hoje uma atividade de mobilização no Passeio Público, das 9 às 17 horas, com orientações à população.
Rotina adaptada
Curitiba - Há um ano, a rotina de Felipe Klopffleisch, 21 anos, ganhou um novo elemento, o medicamento diário para controle da pressão arterial. Esse cuidado só foi determinado depois de uma consulta médica de rotina, que alertou o jovem para uma doença que não imaginava diagnosticar aos 20 anos de idade: a hipertensão. Até então, o estudante de Comércio Exterior não havia percebido nenhum sinal do problema.
O diagnóstico precoce evitou o aparecimento de sintomas e o início imediato do tratamento diminuiu a chance de problemas futuros. O cardiologista que acompanha Klopffleisch identificou como fatores para a hipertensão em plena juventude os casos na família, alguns quilos acima do peso ideal e a apneia durante o sono.
Como já praticava exercícios e tentava seguir uma alimentação balanceada, pouca coisa mudou no seu dia a dia para controlar a hipertensão.
Após um ano de tratamento, o jovem lembra que se assustou com o diagnóstico e o tratamento a ser seguido, principalmente por conta de sua idade. ''Achei estranho tomar remédio pelo resto da vida, é diferente, mas já me acostumei''. Agora, Klopffleisch garante que leva uma vida normal.
E é uma vida normal que o motorista Joaquim Nelson Coelho, 53, pretende levar depois que descobriu a razão de seu cansaço repentino para subir os três lances de escada de sua casa. A causa da hipertensão, conta, está nos pãezinhos a mais que costumava comer e no excesso do consumo diário de sal.
Com o diagnóstico de hipertensão feito há poucos dias, Coelho se prepara para novos hábitos alimentares e de atividades físicas. ''Tenho de diminuir a cervejinha, o sal, o açúcar e substituir o pão. Também vou começar a fazer hidroginástica''. Para Coelho, um fator importante o deixa ''à frente dos demais''. Ele não é e nem nunca foi fumante.

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