'Desconhecemos os motivos da insatisfação'
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) registrou só este ano 234 trancamentos de matrículas em cursos, principalmente, do período noturno (a instituição não informou números do ano passado). Administração e Comércio Exterior, Contábeis, Economia e Matemática são os cursos que mais apresentaram desistência. A UEPG oferece 36 cursos.
De acordo com o chefe da Divisão Acadêmica da UEPG, Claiton Geraldo Camargo Capri, a evasão ''não é grande''. ''Temos um trabalho bem direcionado para os estudantes, para que eles conheçam o curso e só depois tomem uma decisão'', garantiu. Entre as medidas está o impedimento de trancar a matrícula antes do primeiro ano.
Através de um projeto (criado em 1975) os alunos conhecem o curso e o funcionamento da instituição. A administradora do Centro de Auxílio e Orientação ao Estudante (Caue), Jussara Carmencita Gomes Lichacovsk, afirma que o trabalho é desenvolvido de acordo com os critérios de cada coordenador de curso, através do projeto ''Integração do Calouro''.
A Universidade Estadual do Oeste (Unioeste), que engloba campi em cinco cidades da região Oeste, oferece um total de 34 cursos e tem cerca de dez mil alunos na graduação, tem 750 vagas ociosas. A instituição desconhece os motivos da evasão, mas busca alternativas para combater o problema.
Para o pró-reitor de graduação da Unioeste, Eurídes Kuster, o problema da evasão ''é grande e difícil de contornar''. ''Temos que desenvolver um trabalho nesse sentido, mas alguns cursos já possuem disciplinas que logo no começo enfocam a área de atuação do aluno, com sistema de estágio a partir do segundo ano''. Estágios extra-curriculares também ajudam a verificar se o aluno tem um perfil para a profissão.
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) não possui um levantamento específico sobre evasão. A pró-reitoria de Educação, Ednéia Regina Rossi, afirma que o problema não atinge todos os cursos. ''São questões pontuais, que precisariam ser avaliadas mais a fundo''. Ela cita os casos em que os estudantes saem da UEM por terem sido aprovados em outras instituições e os que trocam de curso dentro da própria universidade. ''Temos muito isso, mas não sabemos quantificar e desconhecemos os verdadeiros motivos da insatisfação''. A UEM desenvolve vários trabalhos no sentido de orientar os alunos, como a Feira de Profissões.
A reportagem entrou em contato com as universidades Central do Estado (Unicentro) e Estadual do Norte do Paraná (Uenp), mas obteve retorno. (M.O)





