Desconfiança na volta às atividades
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segunda-feira, 28 de junho de 2004
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Abatimento, tristeza, desconfiança pelo que vem adiante. Apesar da aparente normalidade nas vendas, esse foi o clima encontrado junto aos funcionários ontem à tarde na concessionária de veículos Cipasa, na Área Central de Londrina. O dia marcou a retomada das atividades após o assassinato do proprietário Ciro Frare, 67 anos.
Assistente de vendas e secretária direta do diretor Ibrain José Barbino, Eliane Marques, 28, contou que o ritmo da segunda-feira foi semelhante ao de costume, com exceção das transações de quinta a sábado que precisaram ser transferidas para ontem. ''Os clientes também respeitaram a situação, tanto que ninguém perguntou nada sobre o ocorrido'', disse, ainda emocionada.
No lugar de Barbino (autor confesso do homicídio), os filhos do empresário assassinado colocaram temporariamente o diretor de uma das concessionárias do grupo em Maringá. Segundo uma funcionária, que pediu para não ser identificada, a vinda dos dois rapazes para decidir o futuro da Cipasa em Londrina tem deixado os empregados bastante apreensivos. ''A gente não sabe o que vai acontecer, se vai continuar empregado ou não'', justificou a funcionária, que afirmou ter ouvido os cinco disparos contra Frare na manhã do crime, mas imaginado outra coisa. ''Pensei que fosse assalto aqui no Calçadão'', resumiu.
Procurados pela reportagem, nem o diretor trazido de Maringá nem o gerente de vendas da loja em Londrina quiseram se manifestar sobre a auditoria que teria sido feita nas contas da empresa e uma das principais pistas na investigação policial. A Folha tentou contato ainda com a sede do grupo em Curitiba, onde também ninguém quis se pronunciar sobre o assunto.


