Descobrimento é comemorado com passeio pelo Rio Tibagi
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de abril de 2001
Jackeline Seglin De Londrina 
A ameaça de chuva na manhã de ontem não desanimou as dezenas de participantes do 4º Passeio Ecológico Navegável do Descobrimento do Brasil, organizado anualmente por ecologistas e pescadores do Norte do Paraná. O passeio começou no Clube Náutico de Jataizinho.
A prefeita do município, Teresinha Sanchez, uma das poucas mulheres da turma, estourou uma champagne na saída e embarcou na aventura. Depois das recomendações do Corpo de Bombeiros e de uma oração feita por um padre da cidade, chegou a vez de Fênix III, Bufalo Bill, Big Jade, Terra Bonita I e vários outros barcos e lanchas ligarem seus motores para começar a descer o rio.
O despachante Emil Sacca, de Ibiporã, um dos organizadores do evento, contou que a idéia do passeio foi motivada pelas belezas do rio Tibagi a maioria desconhecidas pelas pessoas. Ele comentou que o trajeto apenas não inclui corredeiras maiores. No entanto, é possível atravessar uma delas, a Tira-Fubá, que apesar de tranquila, requer cuidados em seus dois mil metros de extensão.
Em algumas partes, a profundidade do rio não ultrapassa um metro e as pedras tornam-se obstáculos. Se enroscar, o jeito é descer e empurrar. O restante é calmaria. Às margens do rio, muito verde, chácaras e pescadores que observavam de longe.
Mais barcos se juntaram ao grupo em paradas no porto de areia na Taquara do Reino, em Ibiporã; Ponte Caída, em Sertanópolis; terminal turístico em Primeiro de Maio até chegar à Associação dos Funcionários Municipais de Alvorada do Sul, onde a caravana desembarcou e pernoitou para encerrar o evento com o almoço de hoje.
Até o final do percurso, de 150 quilômetros, o passeio reuniria cerca de 40 barcos. Cada ano o número aumenta. Começamos em 1998 com apenas seis embarcações, lembrou Sacca. Este ano, participaram prefeitos da região, representantes do Instituto Ambiental do Paraná, Corpo de Bombeiros, Consórcio Intermunicipal para Proteção Ambiental da Bacia do Rio Tibagi, além de ambientalistas, pescadores e profissionais liberais.


