A psicóloga Patrícia Brinholli Lebois comenta que o fato da criança possuir uma natureza extremamente curiosa é normal ela direcionar objetos para o seu corpo, principalmente nas cavidades da face, como nariz, boca e ouvidos. ''Dentro desta fase, geralmente entre os dois e seis anos, existe uma curiosidade maior a tudo que se refere aos formatos, cheiros, tamanhos, texturas e protuberâncias. O problema é que muitas vezes, essa 'descoberta' pode se tornar perigosa'', afirma.
A otorrinolaringologista Cláudia Vaz faz um alerta aos pais em relação ao comportamento da criança. Segundo ela, o ato de mexer muito no ouvido, apresentar uma alteração na audição e até expelir pus pelo ouvido são sinais de que algo estranho está acontecendo. ''Daí é preciso buscar orientação médica especializada'', indica.
Outro ponto importante apontado pela médica é em relação à limpeza do ouvido, pois ao contrário do que a maioria pensa, o cotonete não deve ser utilizado para esta finalidade.
''Principalmente se houver algo incomodando, pois ele irá empurrar ainda mais a substância para dentro. O correto para quem tem muita cera é visitar um profissional anualmente para a limpeza correta. Mas aqueles que não possuem tanta oleosidade na pele do ouvido, a recomendação é usar apenas a pontinha da toalha e somente na parte externa'', diz. (M.O.)

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