O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) quer que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) solicite judicialmente a suspensão de funcionamento de todos os caça-níqueis do Estado. Ontem, policiais apresentaram quatro equipamentos que tinham um selo do Instituto de Criminalística de Londrina adulterado. Junto com essas máquinas, outras 43 foram apreendidas, somando até ontem 266 equipamentos apreendidos, desde que foi publicado o decreto estadual que proíbe o funcionamento desses equipamentos.
Por causa da adulteração, o delegado chefe do Cope, Luiz Alberto Cartaxo, suspeita que outros equipamentos podem estar fraudados. ''Tem que recolher tudo para saber se não há mais adulterações'', disse o delegado. No entanto, ontem, a procuradora responsável pela apreensão dos caça-níqueis, Maria Marta Lunardon, estava viajando e não pode falar sobre o assunto.
Segundo o delegado Cartaxo, os proprietários das máquinas adulteradas colocaram cópias falsificadas dos selos e, com isso, impediam que os equipamentos fossem apreendidos pelos policiais. Todos os equipamentos que contam com liminares judiciais estão operando graças a um exame do Instituto de Criminalística de Londrina. Esse exame do instituto de Londrina está sendo contestado pelo governo estadual, que abriu até sindicância para checar possível irregularidade.

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