Desceu a Souza Naves a 10 km por hora
Não se constrói uma metrópole de verdade em 68 anos. O máximo que pode surgir em tão pouco tempo afinal, sete décadas não passam de um átimo na história é uma cidade em crise de identidade, que ainda guarda aqui e acolá as marcas de um lugarejo bucólico, aquele que, inadvertidamente, o progresso engoliu. A Londrina que anda devagarinho pede respeito, não quer ser atropelada, não quer parecer um entojo no trânsito da outra Londrina, a que se apresenta como verdadeira nos arranha-céus e vitoriosa aos forasteiros. Senão vejamos: o pocotó do cavalo branco conduz a carroça em pleno coração da cidade. O garoto, a garota e o rapaz seguem devagar pela Souza Naves. Rumo ao futuro. Sem renegar o passado. (Lúcio Flávio Moura)





