Descaso com meio ambiente causa revolta em moradores
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Kalinka Amorim<br>Reportagem Local 
Apesar das muitas discussões e campanhas em torno do meio ambiente, casos de desrespeito ainda são registrados, causando indignação na população. É o que vem acontecendo no Conjunto Habitacional Luiz de Sá (Zona Norte), onde alguns moradores estão inconformados com o descaso visto diariamente nas proximidades de suas casas.
Na Rua Francisco de Assis Ruiz, próximo à Praça Ângelo Kreta, apesar das placas de Proibido Jogar Lixo, é possível encontrar pedaços de madeira, plásticos, cimento, tanque, restos de construção civil, espumas, borrachas, autofalantes e até animais mortos, entre outros tipos de resíduo.
Jonas de Jesus, morador das imediações, passou pelo local e questionou se a reportagem da FOLHA estava ali pela ligação que ele teria feito à Força Verde para denunciar o fato. Outros moradores disseram que não passa um dia sequer sem que algum dejeto seja jogado no terreno. Pior que ver toda essa sujeira degradando o meio ambiente é sentir o mau cheiro dos animais que são jogados aí ao invés de ser enterrados. É uma falta de respeito, diz, indignada, a moradora Rita de Cássia dos Santos.
Para Sueli Cássia Proença, moradora do Conjunto Maria Cecília, na mesma região, a solução é estabelecer uma multa de pelo menos R$ 1 mil para quem joga lixo em local proibido. A multa tem que ser pesada para a pessoa sentir, e se possível, ela também deveria ir para a cadeia, reclama.
Os moradores afirmaram que funcionários da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) estiveram no local há seis meses e que eles apenas juntaram e deixaram o lixo no local. Segundo os moradores, ao entrar em contato com o órgão responsável pela coleta cujo telefone se encontra na placa afixada na Rua Francisco Ruiz a ligação sempre é direcionada para outro ramal e neste chegam a esperar mais de 15 minutos por um atendimento que nunca acontece.
Segundo o diretor de Operações da CMTU, Marcelo Barreto, o recolhimento dos entulhos deve acontecer até amanhã. Ele afirma que não sabia sobre os dejetos. De acordo com Barreto, quando o terreno é público, a responsabilidade em recolher os entulhos é da prefeitura, já quando é particular o proprietário é notificado. Quando essa notificação acontece, a multa praticada é de R$ 0,20 por metro quadrado; se houver reincidência o valor é dobrado.
O presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma), Fernando de Barros, afirmou que a prefeitura deveria ter um plano diretor e que o Conselho já analisou e aprovou a minuta da Lei para poder criar o plano, que dará origem à Área de Transbordo e Triagem (ATT). Barros disse também que um serviço de disque-denúncia por internet e um número de telefone está sendo definido e todas as denúncias registradas originarão um processo que, enquanto não for resolvido, não será arquivado.


