Londrina - O coordenador do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Saúde e Ecologia, João Batista Simão, explica que a maior preocupação no momento é o descarte de medicamentos em desuso ou vencidos. ''Tem gente que joga fora o medicamento na pia ou no vaso sanitário e isso acarreta em um sério problema ambiental'', alerta.
Segundo estudos realizados por vários pesquisadores de diferentes universidades, esses microcontaminantes não podem ser filtrados por estações de tratamento de água e podem causar alterações hormonais ou mesmo de infertilização de pessoas.
Empresas privadas já estão criando alguns desses postos de coleta. A Droga Raia e a Phloracea são algumas das farmácias que implantaram postos de coletas de medicamentos em desuso. Na Droga Raia cada estação conta com três coletores: um para pomadas e comprimidos, outro para líquidos e sprays e o terceiro para caixas e bulas, que devem ser rasgadas antes do descarte. Os coletores possuem aberturas do tipo boca-de-lobo e portas com fechamento a chave, impedindo a retirada e o reaproveitamento do material depositado. De lá o material é encaminhado à Serquip, que realiza a incineração do material em Curitiba.(V.O.)

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