Criado há quase 16 anos, o Consórcio do Rio Tibagi (Copati) já aspirou ser agência de águas, mas hoje se dedica à educação ambiental nos municípios associados.''Perdemos dois anos preparando o Copati para ser essa agência, seguindo a concepção do governo passado. Mas entendemos a posição do atual governo e deveremos fazer parte do comitê do Tibagi'', declara o secretário-executivo do consórcio, Marcelo Canhada.
Dos 52 municípios que compõem a Bacia do Rio Tibagi, 33 são filiados ao Copati - eram 44 no início. A ausência dos demais 19 se justifica mais por desinteresse do que por falta de recursos, já que em muitos casos a contribuição dos municípios - que não chega a ser obrigatória - é inferior a R$ 100,00. O escritório do Copati, na Zona Oeste de Londrina, é modesto e conta apenas com três funcionários. O site da entidade na internet está ''em construção'' há mais de um ano. Canhada não admite, contudo, que o consórcio tenha enfraquecido.
''Os municípios que mais dependem do rio continuam associados. O Copati é uma referência dentro da bacia'', afirma. O secretário revela que o Copati tem em suas 33 empresas associadas a principal sustentação. O maior programa desenvolvido hoje pelo consórcio é o ''Pingo D'Água'', que no ano passado capacitou 850 professores para a educação ambiental de 19,8 mil alunos de 4 série em 20 cidades, como Londrina e Ponta Grossa.
''É um trabalho de formiguinha. Acreditamos que a educação é o instrumento mais eficaz para conscientizar a população sobre a preservação'', sustenta Canhada. Educação que está disponível para toda a população. ''Qualquer cidadão pode reunir as pessoas de seu bairro, de sua empresa, de sua associação, e nos solicitar uma palestra ambiental ou mesmo uma excursão até o Tibagi. Mobilizamos nossos colaboradores e disponibilizamos especialistas, guias, o que estiver ao nosso alcance.'' (V.N.)

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