Curitiba Autoridades de saúde de Ponta Grossa unem esforços, agora, para esclarecer a população de que não há surto nem epidemia de meningite na cidade. Numa entrevista coletiva, na tarde de ontem, o secretário municipal de Saúde, Alberto Olavo de Carvalho, e o diretor de Saúde Preventiva do município, Alberto Calvet Neto, ainda descartaram qualquer necessidade de se implantar um centro de referência para diagnóstico e tratamento da patologia. Segundo eles, a medida é desnecessária e despertaria preocupação nos pontagrossenses.
O município, juntamente com a 3 Regional de Saúde, toma medidas para agilizar o diagnóstico da meningite, disponibilizando serviços em hospitais e ambulâncias para translado de pacientes para o Hospital da Criança de Ponta Grossa e prestando orientação aos médicos e funcionários de saúde. Ainda serão distribuídos kit laboratoriais protocolados, para que as unidades de saúde façam a coleta de liquor e sangue dos casos suspeitos, visando acelerar o diagnóstico da doença.
De acordo com o Calvet Neto, Ponta Grossa registra 27 ocorrências de meningite, das quais 10 foram meningocócicas e resultaram em óbitos. ''As pessoas não precisam entrar em pânico porque existem casos da doença assim como em todos os anos passados. A meningocócica é agressiva e sempre traumática, e isso aguça a fantasia da população, que acha necessário até uma vacinação em massa. Mas mostramos que não precisa fazer alarde'', disse o diretor de saúde preventiva.
''A estiagem e a diminuição da umidade relativa do ar facilitou a propagação da doença, no mês de junho'', acrescenta o secretário Alberto Olavo, alertando que o diagnóstico deve ser feito numa unidade de saúde e o mais rápido possível.

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