Descartado caso suspeito de Sars em Londrina
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terça-feira, 20 de janeiro de 2004
Fernando Rocha Faro/Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Um caso suspeito de pneumonia asiática em Londrina foi descartado ontem pelas autoridades municipais de saúde. O paciente japonês está internado no Hospital Universitário (HU) e ficaria em isolamento preventivo até a noite de ontem. De acordo com a assessoria de imprensa do HU, o quadro é de infecção respiratória bacteriana ou viral. ''A análise de critérios clínicos e a informação de que ele não esteve em áreas de risco nos levou a descartar a possibilidade de pneumonia asiática'', destacou a diretora de Epidemiologia e Saúde Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, Josemari de Arruda Campos.
O japonês M.Y., 62 anos, desembarcou em Londrina na tarde de domingo e procurou a Santa Casa para receber atendimento. Com a suspeita, o caso foi notificado à Secretaria Municipal de Saúde e o paciente, encaminhado para o HU.
No hospital, nenhum médico foi autorizado a dar entrevista. De acordo com a assessoria de imprensa, o paciente apresentava um quadro delicado de febre, tosse seca e anemia. Foi recolhido material para exames e encaminhado para o Laboratório FioCruz, no Rio de Janeiro. Ele foi isolado no setor de tisiologia, que trata de tuberculose e doenças afins. O local está sendo reformado justamente para atender casos de Sars, sigla inglesa para a Síndrome Respiratória Aguda Grave, já que o Ministério da Saúde credenciou o HU como ponto de referência e destinou ao hospital uma verba de R$ 100 mil.
A medida foi tomada no ano passado, quando a doença se tornou uma epidemia na Ásia e se espalhou por outras regiões do planeta, tendo suspeitas inclusive no Brasil.
O paciente foi medicado com dois tipos de antibiótico. Observando os exames e a reação do paciente japonês ao tratamento, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde e da 17 Regional de Saúde (RS) descartaram a suspeita de que fosse um caso de Sars.
''A hipótese está descartada. A suspeita foi levantada porque, a princípio, havia a informação de que o paciente seria oriundo da China. Na verdade ele veio da província de Nagoya, no Japão, que não é considerada área de risco'', explicou a diretora da Divisão de Assistência de Saúde da 17 RS, Wânia Gutierrez.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) delimitou como áreas de risco apenas China, Hong Kong e Taiwan.
Até ontem, não havia previsão de quando o paciente receberia alta. O resultado dos exames enviados para análise no Laboratório FioCruz deverão ser conhecidos em 20 dias.
Segundo funcionários da Sa© úde, o paciente veio do Japão na companhia de uma família de amigos londrinenses para visitar familiares na cidade. Ele teria passado pelo Canadá e por São Paulo antes de desembarcar na cidade. O homem não fala português e conta com um intérprete para se comunicar.


