Ney de SouzaPaulo Roberto Trompczynki coordena o combate à violência contra turistasO diretor geral da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, Paulo Roberto Trompczynki, disse ontem em Foz do Iguaçu, que não haverá, a curto prazo, aumento do efetivo policial na região da fronteira. ‘‘Vamos otimizar o atual contingente’’, garantiu. Trompczynki esteve na cidade a convite de empresários do setor de turismo e da Foztur (orgão oficial de turismo do município) para coordenar pessoalmente um plano de combate à criminalidade contra os turistas.
As lideranças políticas e empresariais da cidade estão preocupadas com a repercussão provocada pela onda de assalto a turistas na cidade. O assalto a um grupo de 50 turistas argentinos na Semana Santa foi noticiado com destaque pelos principais jornais de Buenos Aires. O fato rendeu reportagens com chamadas na capa.
Para o diretor geral da Segurança Pública, Foz carrega injustamente o estigma de cidade violenta. ‘‘A região chama a atenção por receber uma população flutuante muito grande’’, avaliou. A Secretaria deve coordenar um novo esquema de policiamento ostensivo e pretende diminuir o número de pessoas que portam armas sem autorização. ‘‘O desarmamento da população é um passo importante no combate à violência’’, disse Trompczynki. Ele aproveitou a passagem pela cidade para destacar a importância da participação comunitária na área de segurança. ‘‘A campanha Sou da Paz em Foz é um exemplo para o Paranᒒ.
O desarmamento deverá ser reflexo de um controle maior por parte das rondas policiais. ‘‘Porte ilegal agora é crime. Aplicando a lei o problema começa a ser resolvido’’, lembrou o diretor. Trompczynki espera que uma legislação unificada para os países do Mercosul melhore a situação na fronteira. ‘‘Seria fundamental para a repressão ao tráfico de armas e de drogas, os dois maiores problemas da região’’, analisou.
Trompczynki anunciou também o início de uma investigação interna para apontar quais são os policiais envolvidos em um esquema de extorsão denunciado na semana passada por perueiros. O grupo de 50 motoristas acusa a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal de usar informantes para apontar e extorquir os veículos carregados de produtos contrabandeados por sacoleiros. ‘‘Em breve poderemos ter novidades sobre o episódio’’, adiantou o diretor geral. Ele garantiu que, se confirmada a veracidade das acusações, os policiais serão afastados e processados.

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