Descarga poluente em Apucarana atinge Rio Pirapó
Maurício Borges
De Apucarana
A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Apucarana deve requerer hoje a abertura de inquérito policial para apurar a responsabilidade pelo despejo de material poluente nas margens do Contorno Norte de Apucarana. O despejo foi feito próximo ao acesso do distrito do Barreiro. O produto jogado no local exala forte odor e escorreu por cerca de 400 metros, através de uma canaleta de águas pluviais, atingindo as nascentes do Rio Pirapó, manancial que abastece Maringá.
De acordo com avaliação preliminar da Divisão de Vigilância Sanitária do Município, trata-se de resíduos químicos e sebo que, provavelmente, foram descartados por um veículo de médio porte. O secretário de Saúde de Apucarana, Carlos Preto, recebeu a denúncia e confirmou a sua veracidade, vistoriando o local em que ocorreu a descarga.
Preto e o chefe da Vigilância Sanitária, Marcelo Viana de Castro, relataram o fato à promotora-substituta, Vilma Leiko Kato, que responde interinamente pelas funções do promotor de Defesa do Meio Ambiente, Eduardo Matne. Também foi acionado o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) que, na manhã de hoje, envia uma equipe ao local para avaliar qual o tipo de material lançado e a extensão dos danos ao meio ambiente.
O engenheiro Nelson Santos, chefe do escritório regional do IAP em Londrina solicitou ontem o isolamento da área atingida pela descarga poluente para evitar, principalmente, qualquer tentativa de limpeza do local com água. Isso poderia provocar consequências mais graves ao Rio Pirapó, alertou ele.
A promotora Vilma Leiko Kato evitou comentar o caso, adiantando apenas que, a partir de um laudo emitido pelo IAP, será baixada uma requisição para que a 17ª Subdivisão Policial de Apucarana instaure um inquérito policial.
Nos últimos 40 dias, este é o terceiro caso em que a Vigilância Sanitária de Apucarana recebe denúncias por abandono ou despejo de materiais com sebo. Outros dois lotes foram localizados nas proximidades do Parque Ecológico da Raposa e no Jardim Sangri-lá, acondicionados em tambores, utilizados para transporte de combustíveis. Em ambos os casos, não se apurou a responsabilidade pelo abandono do material.





