Veríssimo dizia, em Clarissa, que os melhores lugares para meditar são as igrejas e bibliotecas vazias, monumentos míticos ou místicos do saber que impõem respeito mesmo aos ateus ou aos incultos, ambas envoltas no salutar silêncio que ajuda a orquestrar idéias. Quem sabe querendo beber um pouco dessa fonte, ou apenas interessado na frescura do granito do chão e no telhado sobre sua cabeça, o rapaz abandona-se ao sono nas escadarias vazias da biblioteca fechada e sonha, quem sabe, com o dia em que estará do outro lado das portas. (Adriana Savicki)

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