Desativação de turmas no Polivalente gera protestos
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sexta-feira, 06 de dezembro de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel O fim das turmas de ensino fundamental e médio no antigo Colégio Polivalente de Cascavel está motivando reclamações de pais de alunos e de diretores de algumas das 13 escolas para onde os estudantes vão ser transferidos. A partir do ano que vem, o Centro Estadual de Educação Profissional Pedro Boareto Neto estará oferecendo vagas somente para o ensino técnico pós-médio.
Diretores das escolas dizem que não têm condições de receber os 467 alunos encaminhados pelo Núcleo Regional de Educação (NRE), por falta de espaço. A diretora do Colégio Estadual Wilson Jofre, Rozeli dos Santos, informa que foi orientada a matricular 201 estudantes do ensino médio provenientes do antigo Polivalente. Ela destaca, porém, que a escola conta com apenas 120 vagas, pois precisa dar prioridade aos alunos que já estudam no colégio. ''A única solução é colocar esse pessoal à noite. Mas alguns pais não aceitam'', afirma.
Aldo de Oliveira Carvalho, diretor do Colégio Estadual Padre Carmelo Perrone, adianta que não terá espaço suficiente para atender os 80 alunos remanejados da outra escola. No Colégio Júlia Vanderlei, a vice-diretora Edilene Cerqueira Leite diz que será difícil atender os 60 alunos encaminhados pelo Núcleo.
Os pais receberam correspondências do NRE informando que seus filhos teriam vagas garantidas nestas escolas. Vera Schmidt relata que foi comunicada por carta para matricular seu filho no Colégio Estadual Eleodoro Ébano Pereira. Mas ao chegar na escola, não havia vaga para ele. Outra reclamação partiu de Andrea Piovesan: ''Eles precisam encontrar uma solução para isso. Já vim duas vezes no colégio e ninguém garante que a vaga existe''.
A assistente pedagógica do Núcleo, Sônia Maria Justus, garante que todos os alunos serão matriculados.


