O Relatório de Diagnóstico da Situação do Saneamento para o Plano Municipal de Saneamento Básico de Londrina aponta que existem 15.400 pessoas em 29 aglomerados do município sem sistema de drenagem urbana. O município tem cerca de 40 mil bocas de lobo, mas em outubro de 2011 a cidade registrou 42 pontos de alagamento, muitos deles provocados pelos entupimentos.
Segundo a Secretaria Municipal de Obras, todo tipo de detrito é encontrado nas galerias pluviais, desde garrafas pet a pedaços de madeira e calotas de carro. N Avenida Saul Elkind (zona norte), em frente ao Cemitério Jardim da Saudade, equipes de limpeza retiraram 12 calotas das galerias em um único dia.
Segundo o secretário de Obras, Walmir Matos, este trabalho foi intensificado na atual administração. "Infelizmente este serviço de manutenção das galerias não dá visibilidade, mas está diretamente ligado à diminuição dos pontos de alagamento. Caso não fosse realizado, as águas começariam a escoar superficialmente e isso, via de regra, iria ‘explodir’ em algum lugar", explica.
Foram feitas obras para aumentar a capacidade de escoamento na Avenida Duque de Caxias, na zona sul, com a implantação de uma segunda linha de tubulação.
Matos admite, no entanto, que não há um planejamento para a realização de obras para resolver o problema das enchentes de forma definitiva. "Esse planejamento deve custar ‘mais de sete zeros’ e precisa ter uma empresa especializada para mapear toda a bacia hidrográfica", alerta. Segundo ele, a Secretaria de Obras tem realizado ações pontuais nos pontos mais críticos, uma vez que a equipe de funcionários da pasta é reduzida. "Temos outras demandas de outras pastas, como das secretarias de Educação e Saúde, e de outras obras como o Arco Leste, as áreas industriais e o SuperBus. Mas um dos objetivos é deixar pelo menos um planejamento nesse sentido para a próxima gestão", promete.

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