A Justiça anulou a desapropriação de uma área de 14,6 alqueires, feita em 94 pela prefeitura de Cascavel. A área, em local valorizado, deveria abrigar um distrito industrial mas beneficiou somente uma empresa que usou o terreno apenas para despejar entulhos poluentes. Os membros da família Rauber, a quem pertencia o terreno, comemoram a decisão da Justiça reconhecendo a ilegalidade da desapropriação e determinando que a Prefeitura indenize os ex-proprietários.
Uma das justificativas para a desapropriação, alegada pelo então prefeito Fidelcino Tolentino (PMDB), foi de que o Município precisava ‘‘ampliar o Distrito Industrial’’, o que causou estranheza, porque inexiste área industrial na cidade. A família Rauber argumentou na Justiça que a doação para a empresa privada ocorreu de forma ‘‘viciada’’. Não houve aprovação da Câmara de Vereadores, e a doação não contemplava ‘‘necessidade pública e interesse social’’.
O juiz Sidney Martins Teixeira, da 3ª Vara Cível, reconheceu as irregularidades, anulou o ato e condenou a Prefeitura a indenizar os proprietários.
O prefeito Salazar Barreiros (PPB) ainda não havia recebido comunicação oficial da decisão da Justiça. ‘‘Buscaremos uma saída que não prejudique ainda mais o Município, nem a família’’, afirmou Barreiros.

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