Desaparecimentos exigem providências imediatas
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terça-feira, 31 de maio de 2005
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Agir o mais rápido possível. Assim como em todas as situações em que há uma vida em risco, procurar os serviços especializados o quanto antes é fundamental nos casos de desaparecimento de pessoas, acima de tudo crianças. ''Obviamente que quando a vítima não tem controle sobre si mesma a preocupação é maior, e tanto pais como polícia devem agir imediatamente'', informa o delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Márcio Amaro. Ele recomenda que a família apresente fotos da criança e procure os meios de comunicação.
Há casos, porém, em que, segundo o delegado, é mais prudente esperar algumas horas. ''Cada caso deve ser analisado. Muitas vezes, ao conversar com a família, descobrimos que o comportamento é frequente e, depois de alguns dias a pessoa reaparece.'' A primeira providência a ser tomada, segundo Amaro, é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
A cabo Eliana Figueiredo Costa, do setor de relações públicas e assessoria de imprensa do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), aconselha ainda que, ao informar a polícia do desaparecimento, a família forneça o máximo possível de dados sobre a vítima, que são imediatamente repassados para todas as viaturas em serviço em Londrina e região.
O próximo passo, segundo a policial, deve ser o contato com o Conselho Tutelar, que por sua vez aciona o Programa Sinal Verde, um substituto, em Londrina, do SOS Criança. ''A intenção é tentar retardar a saída da criança ou adolescente da região.'' Um dos procedimentos tomados é o contato imediato com rodoviária, aeroporto e toda a rede de Conselhos Tutelares do Estado, regiões fronteiriças e, se necessário, do País. ''Um dos problemas que enfrentamos é a demora das famílias em nos procurarem, em média cinco dias. Em alguns casos, isto pode inviabilizar a resolução do caso'', observa o conselheiro Célio Camilo, do Conselho Tutelar Centro de Londrina.
Depois de todas as providências, a família deve procurar uma delegacia de polícia para registrar um boletim de ocorrência. A internet também pode ser uma aliada na busca. O Governo do Paraná mantém, em seu site oficial (www.parana.gov.pr), um canal de comunicação com a Secretaria Especial de Corregedoria e Ouvidoria Geral, onde é possível informar os casos de desaparecimento, através do link Cidadania e Direitos / Busca de Desaparecidos.
Outra opção é o site www.desaparecidos.mj.gov.br, mantido pela Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, ligada ao Ministério da Justiça. O site traz atualmente 510 casos de desaparecimento no País. Destes, 222 foram solucionados; outras 288 crianças e adolescentes continuam desaparecidos. A maioria dos casos registrados encontra-se no Rio de Janeiro 64 , seguido por São Paulo, com 52 casos; Distrito Federal, com 35 casos; e Pernambuco e Paraná, empatados em 26 casos de desaparecimento não solucionados até o momento.


